Crônicas da Nemédia

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 As Divindades

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MensagemAssunto: As Divindades   Sex Out 12, 2012 2:14 pm

De acordo com o escritor americano, Robert Ervin Howard, cerca de 12.000 anos atrás, houve um glorioso período na pré-história da Terra entre a submersão da lendária Atlântida e a história conhecida no tempo dos egípcios e mesopotâmicos. Essa era ele chamou de Hiboriana, cujas maiores potências eram os reinos de Aquilônia, Nemédia e Turan, existindo onde hoje se encontram a França, Alemanha e União Soviética. Muitas eram as divindades adoradas no período hiboriano, e grande era sua influência em todos os habitantes do continente. Por essa razão, se quisermos compreender bem o meio ambiente no qual viveu o famoso bárbaro chamado Conan, é de absoluta importância um conhecimento detalhado sobre as entidades que compreendiam as várias religiões da época.

O Reino de Ymir



O deus supremo dos aesires e vanires – habitantes de Aesgaard e Vanaheim – era Ymir, o gigantesco deus da guerra e da tempestade. Nada de muito definido se sabe sobre ele, exceto que governava Valhalla, uma região de planícies geladas e montanhas imensas, jazigo eterno para as almas de todos os guerreiros. Sua filha era Atali, uma jovem linda e de pele branca como a neve, que atuava como uma espécie de mensageira da morte, aparecendo aos lutadores feridos mortalmente durante uma batalha. Como, na época, Aesgaard e Vanaheim eram simples agregados de tribos independentes e não reinos unificados, provavelmente também tinham um grande número de deuses regionais, subordinados a Ymir. Mas isso é apenas suposição.

A Terra de Trevas e Noite Eterna



Ao norte do continente, situava-se a Ciméria, uma região tenebrosa, repleta de montanhas cobertas por densas florestas, cujo céu era sempre cinzento e governado por deuses obscuros. No mais alto de todos os montes achava-se Crom, a severa divindade que controlava os destinos e decretava as mortes. Nenhum cimério tinha por costume suplicar algo a Crom, pois ele era lúgubre, selvagem e odiava os fracos. Apesar de ser o deus mais importante do reino. Crom é um deus cruel, sombrio e implacável, sempre olhando de cima de sua montanha de névoas e nuvens escuras, pronto para passar um juízo de desaprovação em todos. No entanto, ele também disse que há coragem e tenacidade no valor dos mortais, mesmo se o humano, em última análise se mostra muito frágil para ter sucesso. Ele é o único membro do panteão Cimério chamado com alguma regularidade, embora exista outra divindade celta, Manannán mac Lir , que é mencionado por Conan em uma história. Haviam outros, com menos seguidores, mas também adorados. Entre estes, nós podemos citar Lir, seu filho Mannanan, a deusa gurerreira Morrigan, seus subordinados Badb (a fúria da batalha), Nemain (o venenoso) e Macha. A visão da vida e da morte, para os cimérios, era tão triste quanto sua terra e seus deuses. Em sua concepção, não existia esperança nem no presente, nem no futuro, pois eles tinham plena convicção de que os homens lutavam e sofriam em vão, encontrando prazer somente na loucura da batalha. Morrendo, suas almas penetravam em um reino escuro, frio e enevoado, onde vagariam por toda a eternidade. Não é de se espantar que Crom fosse o deus de uma raça autoconfiante, cujas únicas ambições eram lutar pela sobrevivência e empenhar-se em tantos combates quanto possível.

A Chegada dos Hiborianos


Quando o mundo foi abalado pelo Grande Cataclismo que fez submergir a Atlântida, os ancestrais daqueles que viriam a ser os hiborianos fugiram para o norte do continente. Nessa época, eles não passavam de simples selvagens, pouco mais desenvolvidos do que os homens de Neanderthal. Durante os 1.500 anos em que habitaram aquelas terras, os primitivos foram, pouco a pouco, desenvolvendo complexos rituais, bem como formas de adoração a sues ancestrais. Bori, por exemplo, deve ter sido um guerreiro bem-sucedido, transformado em lenda como herói nacional e, mais tarde, deificado. Antes de iniciarem o grande êxodo para o sul, os hiborianos eram seminômades, habitavam cabanas de couro de cavalo e viviam da caça e do pastoreio. Dessa forma, assim como as nações arianas e outros povos, eles começaram a adorar os céus e a imaginar formas celestes que governavam tanto os fenômenos naturais como as necessidades humanas. Esse conceito de deuses passou a dominar mais e mais suas crenças, na medida em que aumentava sua expansão geográfica. Por cerca de 500 anos, as tribos hiborianas vagaram para o sul e sudeste sem ter suas crenças afetadas, até que, por fim, encontraram raças antigas e poderosas – como os acheronianos, estígios, zamorianos e outros – e conheceram seus deuses pré-catalísmicos. Graças ao contato com esses povos, toda a cultura hiboriana foi bastante modificada. As alterações mais marcantes se deram em suas técnicas e equipamentos militares, na estrutura econômica e social, na linguagem e em sua religião. Vivendo em aglomerados isolados entre os reinos, esses hiborianos acaram fundando nações primitivas, sendo as primeiras Koth e Ophir.

O Grande Deus Mitra



Foi em algum momento, nessa época de transição cultural, que surgiu o deus Mitra para se transformar na divindade hiborian universal. Sua ascenção provavelmente começou cerca de 1.400 anos após a queda do reino de Acheron, quando as terras hiborianas se viram ameaçadas pela sombra de Set, o deus-serpente, e foram salvas graças ao esofrço do herói-profeta de Mitra, Epimetreus. Na época de Conan, Mitra já era considerado o único deus verdadeiro pelos seus adeptos, e, apesar de alguns outros cultos ainda serem tolerados – o e Ishtar, por exemplo -, Mitra reinou essencialmente sozinho. Cimérios e hiborianos parecem ter sido os únicos povos a não paraticar sacrifícios humanos nessa era. Os rituais de Mitra, pelo que se sabe, não incluíam sacrifícios de qualquer espécie. O deus era considerado onipresente e sua real aparência, desconhecida por todos. As estátuas erguidas em sua homenagem, não passavam de meras tentativas para retratá-lo numa forma humana tão perfeita quanto a mente do homem podia conceber.

Adonis/Pteor e Ishtar



A religião shemita baseia-se no mito do deus masculino celeste, conhecido como Adonis ou Pteor, e sua corte da Mãe Terra, Ishtar. Esse mito tem uma importância fundamental na crença shemita, e variações da história básica são ouvidas ao redor das fogueiras nos acampamentos dos nômades e em tavernas e templos das cidades-estado. Os sacerdotes de Adonis são capazes de aprender mágicas de Ar. Da mesma forma, as sacerdotisas de Ishtar são capazes de aprender mágicas de Terra. Diferentemente dos adoradores de Mitra, que tem os altares como objeto sagrado, os shemitas acreditam que seus deuses realmente habitam seus onipresentes símbolos de bronze. Esses ídolos são caricaturas: o peito e o ventre intumescidos de Ishtar e as igualmente grandes características sexuais de Adonis são repulsivas para os adoradores mais refinados de Mitra. Cada lar tem um pequeno altar dedicado aos amantes, e normalmente, pequenas estátuas de outros deuses, incluindo Bel, cuja proteção é invocada contra seus servidores. Somente Set é excluído do altar.

Erlik e o Tarim Vivo



Erlik, o Senhor das Chamas é um deus de Pathenia, no norte da Hirkânia. Como tal, Erlik seria um deus secundário não fosse pelo profeta conhecido como Tarim Vivo. Tarim trouxe o culto a Erlik da Pathenia para um grupo de tribos hirkanianas que, com força de seu fervor religioso, se espalharam e fundaram o império de Turan. Erlik é um deus cruel que acredita na têmpera da alma através de provas e privações. Seus princípios, como foram revelados por Tarim, proíbem a fornicação, o consumo de álcool e a usura. No entanto, até mesmo a maioria dos sacerdotes ignora esses preceitos. Os clérigos de Erlik são capazes de aprender mágicas de Fogo, mas somente se eles seguirem os estritos códigos de conduta das Revelações de Tarim. Como a maioria não o faz, essa habilidade não é muito difundida no império turaniano.

Set



A religião na Stygia é dominada pelo culto de adoração ao Pai Set e seu panteão. Nenhuma outra religião é tolerada. Templos de outras seitas são proibidos, e adorar outros deuses é considerado traição.
Os mandamentos da adoração a Set são difíceis e estão previstos em muitas partes do dogma. Primordialmente, os templos professam que o Pai Set é o mais poderoso dos deuses, um aliado extremamente valioso e um terrível inimigo, e que o destino da humanidade é servir. Desertores que tiveram acesso à alguns dos seus conhecimentos secretos reportam que Set também oferece a vida eterna em sua tumba para aqueles que o servem fielmente. Essa promessa, possivelmente mais que o medo, levou o povo da Stygia a crer em Set e servi-lo. O maior inimigo de Set é Mitra, o Senhor da Luz. Conforme dizem os sacerdotes, Mitra possivelmente seria tão poderoso quanto Set, mais lhe falta o coração forte para usar esse poder e governar. E por isso, Mitra esta sempre destinado ao fracasso; não importa quantas vezes ele tenha sucesso, Set precisa prevalecer somente uma vez. Nos Reinos Negros, Set é conhecido como Damballah, e lá é cultuado por varias tribos.

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